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Não consigo criar títulos para meus desabafos. Acho desnecessário.

Comecei terapia tem duas semanas. Sinto estar tudo indo bem. Tenho falado muito do meu pai e das crianças. Ainda não abordei minha mania de "dar vida e nome" à certos aspectos meus.

Tive que cancelar a sessão de hoje (toda sexta feira), fiz umas notas sobre coisas que quero desabafar com ela e que pretendia desabafar aqui, mas que seria cansativo e nem tenho muito tempo agora. Logo vou lá ajudar com as crianças.

Conversei um pouco com a minha mãe. Meu pai morreu em 99 (meados de junho ou julho). Eu tinha 13 anos, era mais velho do que me lembrava. Tenho que conversar ainda com minha irmã sobre o mesmo assunto. Acho que eu percebi a situação de uma forma diferente do que realmente aconteceu. Acho que é um padrão meu. Sei lá.

Depois da ultima sessão eu falei tanto do meu pai que logo após sair comecei a chorar como uma criança que acabou de perder o pai (por que será, né?).

Outra coisa que vou falar sobre é meu…

Caso eu decida me matar...

... sempre fiquei em cima do muro na questão do suicídio. Às vezes da vontade, n'outras não. Suicídio é uma fuga. Pra mim é isso. Só penso nessa saída quando os dilemas da vida me cercam de tal forma que não consigo nem cogitar uma ação. Apenas a morte.

Não sei por que a morte soa tão atraente. Talvez seja pela paz e tranquilidade que sempre quis. Não há preocupações. Não há dilemas. Não há nada. Nem felicidade. Nem sorrisos. Nem prazeres. Quem precisa deles mesmo?

Talvez seja melhor mudar o endereço do blog por que não quero ninguém conhecido lendo minhas palavras depressivas. Na verdade não importa. Talvez seja melhor eu ser sincero no final e deixar transparecer quem eu sou.

Tentei há uns dias atrás mudar o foco do blog pra algo que eu amo, tentando fugir dos pensamentos negativos talvez. Tentando fugir de mim mesmo dentro dos meus prazeres momentâneos, como sempre. No momento ao menos minha cabeça está mais clara, sem muitas emoções. Às vezes eu fico assim. Às vezes sou só des…
Cansado. Como sempre. Curioso como quando minha vida parece estar melhor, ou melhorando, surge uma barreira. Barreiras sempre surgem, né? Por que eu não sei lidar com elas? Por que tenho essa indisposição tão grande em confrontar as coisas? Por que tanta falta de motivação?

Sempre  "culpo" a morte do meu pai. Encontrar a morte cedo fez isso comigo. Pode ser que não tenha feito com a maioria das outras pessoas, mas comigo foi assim.

Desde novo sempre questionei os por ques da vida. Sempre. Por que o vento sopra? Como a borboleta voa? Por que usamos dinheiro? Por que existe a política? Por que deus existe? Se deus nos criou, quem criou deus? Deus tem pai e mãe? Se deus é tão poderoso por que demorou sete dias pra criar a existência? E por que ele descansou depois de tudo? Deus cansa? Mas ele não é onipotente então? Deus realmente existe? Se fomos feitos à imagem e semelhança de deus, por que somos tão imperfeitos e ele tão perfeito? Será que deus também tem imperfeições? Será …
Essa coisa de ser pai está acabando comigo. Amo meus filhos, e na verdade nem são eles que me desgastam, mas a mãe e a avó materna deles são tão superprotetoras que me deixam sem fôlego de tanta exigen
“Eu sou um péssimo filho”. Foi a conclusão em que cheguei hoje de por que eu sou do jeito que eu sou.
Antes de tudo, eu sou uma pessoa extremamente sensível. Talvez por isso eu consiga escrever tantas coisas. É um exercício difícil pra mim colocar razão acima da emoção, na maioria das vezes consigo, mas com grande esforço.
O pensamento pertinente sobre eu ser um péssimo filho provavelmente vem de uma lembrança forte que minha cabeça vive tentando ignorar. Os pormenores não são importantes, mas posso resumir que eu decepcionei meu pai de uma forma que ele não me bateu, ele só olhou pra mim e disse o quando estava decepcionado comigo. Disse com vontade, o quando eu o tinha humilhado.
A partir desse ponto eu resolvi dedicar minha vida a fazer meu pai ter orgulho de mim. Eu me esforçaria para ser o melhor que eu poderia ser. Faria de tudo pra que meu pai falasse de peito estufado e sorriso no rosto “Esse é meu filho”. Então ele teve câncer. Resumindo, ele operou, o tumor removido, mas el…
Faz muito tempo que não escrevo uma crônica. Talvez meus pensamentos tenham ficado menos crônicos... Na verdade eu quem nunca gostei muito das minhas crônicas. Sempre evitei escrevê-las. Crônicas são mais pessoais e eu sempre tentei afastar minha persona dos meus textos o quanto pude. Dessa vez não posso fazer isso.
Várias coisas aconteceram que não deixam minha cabeça relaxar para que eu consiga abstrair o que eu sinto num conto que não tenha relação comigo. Não gosto de me expor, por isso pego o que sinto, reinterpreto, crio situações com sentindo similar a ponto do leitor sentir o que eu sinto, mas sem saber o que eu passo e ponho no papel. Quem me conhece de verdade sabe “me ler” nos meus contos, quem me conhece “por alto” nem faz ideia do que eu realmente passei para criar meus escritos. O contexto sempre é completamente diferente.
Também não gosto de escrever crônicas por que me perco com facilidade em pensamentos. Com contos eu crio um roteiro e consigo segui-lo com facilidade…
Eu sou livre? Dizem que sou. Dizem que todos somos. Então por que não me sinto livre?

Me sinto preso às necessidades, não da vida, mas da sociedade. É necessário que eu trabalhe, estude, pague contas, etc. Onde está a liberdade se no fim todos os atos feitos por vontade própria são, no fim das contas, limitados pelas regras da sociedade? Me soa uma liberdade falsa e fútil.

Quero fugir, correr, ariscar, não ter medo de consequencias. Na verdade eu posso fazer isso tudo, mas a sociedade me fez impor travas na minha cabeça. Não posso fazer nada disso pois haverão consequencias, e existem pessoas que dependem de mim.

Talvez eu deva apenas mandar todos se foderem. Quem sabe?

Bom, vá se foder então você que está lendo isso. E que eu me foda pra você também. Sejamos todos livres e que o resto do mundo se foda.