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À Sete Chaves

Quanto tempo havia passado? Quantos livros perdidos havia adquirido? Quantas histórias novas de antigos livros não terminados ainda não havia transcrito? Quantos quantos?
Pegou a chave do bolso, velha, com leves princípios de ferrugem e colocou na fechadura com alguma dificuldade. Girou com força e abriu a porta, o cheiro de mofo exalou num expirar forte e cansado.
Haviam inúmeros livros espalhados no chão. Logo percebeu que muitos nem eram próprios da primeira ala - e por um instante se deu conta de que nem lembrava mais quais eram as alas que vinham em seguida, mas isso realmente não importava.
Deu um suspiro cansado enquanto se lembrava do Tolo. Sorriu, a princípio suave, mas que tentou aos poucos tomar conta de sua boca numa enorme gargalhada. Levou a mão na boca contento o sorriso e balançou a cabeça. Precisava arrumar aquilo… Não. Precisava antes de tudo fazer o que realmente veio fazer.
Ignorou o quanto pode a organização do Tolo passando pela ala das janelas abertas e brisa, …

recaída

Sem ânimo pra nada.

Sábado tem acampamento em Sana com trilha de nível médio e final pesado. Estou fora de forma. Não que eu realmente tivesse uma, mas as constantes trilhas me deram mais fôlego e disposição pra atividades físicas. Andei parado de trilhas, tem sido difícil. Muito desânimo, como falei no começo do texto. Pensando em desistir de ir em Sana no final de semana.

Desempregado. Preciso falar que não tenho ânimo pra colocar mais dúzias de currículos sem ter resultado?

Eu tenho filhos. Droga, eu tenho a porra de dois filhos pra criar e não consigo arrumar ânimo nem pra levantar e pegar um copo d'água.

Eu comprei uma faca. Grande, lâmina de 18cm (acho que não posso sair com ela na rua nem na mochila pelo tamanho). Comprei pras trilhas, facilita e tudo, mais portátil que facão. Não devia ter comprado essa merda. As vezes apenas fico pensando em enfiar ela na minha garganta. Mas não vou. Não posso. Eu tenho dois filhos.

Também tenho família e a mim mesmo.

Só é difícil ver tud…
Não sou de entregar minha intimidade pra qualquer pessoa. Não sou desses que chegam abraçando, dando beijo na bochecha e falando da vida pessoal pra primeira pessoa que vira a esquina. Mas infelizmente vivo num "mundo" onde todos são assim.
Moro no estado do Rio de Janeiro e todo morador de toda cidade desse estado é assim, dado. Não tem palavra melhor pra definir, todo mundo aqui se dá de corpo e alma pra qualquer pessoa e mesmo que não receba nada em troca as pessoas continuam "se dando". Eu não gosto disso.
Com o tempo eu me acostumei com pessoas desconhecidas esbanjando intimidade pra cima de mim, mas nunca fui uma delas, nem tentei ser. Às vezes até quis. Talvez se eu fosse extrovertido a vida seria mais "fácil". Apenas talvez.
Com o tempo também fui percebendo que quando me importo com alguém e me envolvo, seja como amigo ou mais que isso, ver a pessoa se entregando fácil pra outras pessoas me causa um bom incomodo. Principalmente por que se me env…
Já disse que me odeio hoje? Aqui não, eu acho. Minha baixa auto estima deve ser meu maior problema. O modo como qualquer comentário negativo me afeta, como até a mais tola brincadeira vira motivo pra me odiar cada vez mais.

Por isso vou procurar um psicólogo. Queria poder dizer que o motivo é Tallita (depois vou falar dela com calma). Acho que ela foi só um "empurrão necessário".

Ah, foda-se. Vou falar dela agora. Tallita é uma garota que me fez muito bem até agora. Conheço ela há um mês e estou literalmente amando. Em todos os sentidos. Ela se entregou de corpo e alma e eu não resisto à entregas. :x

As vezes só fico pra baixo por conta das minhas próprias incertezas que comentei no começo desse texto. Não é que eu não confie nela. Eu não confio em mim. Eu não me amo. De fato, ME ODEIO. Acho que vou dar um passo errado, dizer uma coisa errada, cometer um deslize e ela não vai mais me amar. As vezes fico pra baixo com alguns comentários aleatórios dela, mas de novo, só espelh…
Hoje eu descobri um dos maiores problemas que me perseguem quando me relaciono sério com alguém. Passado. O passado da pessoa me incomoda. Aliás, isso nunca foi novidade. A novidade é que eu descobri os motivos disso.

Primeiro motivo. Sempre tive esse ponto de vista romantizado sobre sexo e até mesmo beijo. Eu não beijo por beijar, nem transo por transar. Eu preciso gostar da pessoa. Sentir algo. (ela não está comigo, ela está aqui mas não está comigo, droga, eu to fugindo do foco) Então, se descubro que a pessoa beijaria um desconhecido, ou se transaria com qualquer um por que gostou de primeiro... eu me decepciono. O que isso faz de mim? Um idiota, provavelmente.

Segundo motivo. Insegurança. Ela beija por beijar. Ela transa por transar. Por que ela me beija? Por que ela transa comigo? É a pergunta mais idiota do mundo. Ela faz por que gosta de mim, por que me ama. Mas o que a impede de fazer com outros também? Outra pergunta idiota, eu sei. A resposta continua a mesma da pergunta an…

Frustração

Frustração define em uma palavra minha vida. Ou melhor, o que eu sempre senti em toda minha vida.
Faculdade inacabada. Desempregado. Sem rumo. Fracassado. Péssimo escritor. Péssimo em relacionamentos. Péssimo. Péssimo. Pessimista. Pessimismo. Negativista.

EU ODEIO A MINHA VIDA

Eu me sinto sozinho o tempo todo. Não tenho nem coragem pra ir num psicologo e tentar ajeitar minha cabeça. Eu me odeio. TANTO

Eu não to nada bem. Vou parar por aqui, pelo menos me motivei a escrever outro conto de bosta

PS: não tenho nem iniciativa pra desabafar direito só por que sei que tem um ou outro gato pingado que ainda vem aqui. merda
Apego nunca é tão bom quanto parece. Sei lá. Mentira, to exagerando. Apego é bom e todo mundo gosta, o triste é que uma hora a gente desapega, ou desapegam da gente. Aí que é chato.

Pode-se dizer que faz parte do ciclo da vida.

A noite está inquieta, o vento acaricia as folhas das árvores com suave peripécia. Eu deveria estar lá fora com eles, mas pouco importa. Não tenho forças mesmo. Lutando contra o sono, me esforço para mover os tendões e continuar a digitação dessa confissão podre.

Eu não aprendo. Não, não. Pior que isso. Eu desaprendo. Eu esqueço. Piso nos mesmos buracos e me ferro de novo, mas tudo bem, já me acostumei com minha própria incompetência.

Queria ter a capacidade de colocar aqui muitas de minhas memórias, antes de eu ir. Mesmo que ninguém veja. Também minhas confissões.

Eu sou estranho. Às vezes sinto falta de Giselle, mas me toco que sinto falta de alguém que nem está mais lá, talvez nunca estivesse. Às vezes também sinto falta de Junia, principalmente quando vejo …