Quimeras II

Sonhei com você de novo... Será que os sonhos serão constantes?

Nesse sonho eu estava num bar (acho que era um bar) e você aleatoriamente entrava, acompanhada. O cara era estranho, bem mais velho, Não tinha cabelo. A princípio parecia ser um amigo... ou era o que eu queria ver?

Você me via, vinha falar comigo, comíamos algo, conversamos. Na verdade eu nem tinha notado quando você entrou nem que estava acompanhada, só depois que o assunto morria, você se despedia e eu via você indo pra perto desse cara.

Vocês conversavam a princípio. Você parecia contente. Em um momento você dava as costas pra ele, parecia estar me procurando pra ver se eu ainda estava no mesmo lugar. Nesse momento ele te abraçava, com intimidade, por trás, passando os braços pelo seu pescoço. Você sorria. Ele falava algo no seu ouvido.

Eu levantava, pegava minhas coisas, pagava o que tinha que pagar e ia embora. Focava minha visão pra frente. Sem olhar pros lados ou pra trás. De alguma forma eu sentia que você me via indo embora. Eu apenas ia deixando tudo pra trás... Como daquela vez.

Eu sei, eu sei. Eu não tenho o direito de te culpar de nada, mas mesmo apesar de você ter dito que não queria me provocar e que ele "apenas te agarrou" e você retribuiu sem pensar. No momento que ele chegou você parou de trocar palavras comigo e fingiu que eu não estava lá. Você só voltou a me procurar depois que ele te agarrou, como se quisesse ver se eu estava me sentindo afetado. Ou se eu tinha fugido dali. Nunca esperei ver você agindo com tanta imaturidade.

Mesmo assim fiquei ali, tentei ainda curtir o show, encontrei uma ou outra pessoa, incluindo uma ex ficante, e eu sei que você pensou que eu fosse agarrar ela como você fez comigo né? Mas pra que eu faria isso? Apenas vi o show e quando terminou, fui embora. Me despedi de você, me despedi e apertei a mão do cara que te agarrou. Sorri um sorriso sincero. Afinal, acredito que ele não tenha culpa. Eu não gosto de culpar ninguém. Mas estou culpando você.

Afinal, se você não tivesse culpa, não teria, logo que foi embora do show, me mandado uma mensagem tentando se explicar. Isso é culpa. E quem sente culpa é quem sabe que fez algo errado. Nunca pensei que alguém teria tanta falta de consideração comigo. Alguém que eu tanto amo.

Eu sei, eu sei. Eu já te perdoei. Nós já conversamos. Calma. Não precisa ficar nervosa. É que feridas velhas as vezes se abrem com coisas pequenas... Como um sonho.

Falando nele, eu não terminei de contar. Depois que eu ia embora do bar eu voltava pra casa e quando me deitava pra dormir, você estava lá. Dormindo. Eu te acordava com beijos e carinhos. Fazíamos amor, não sexo, amor mesmo. Saudades de fazer amor com você. Só que depois disso você sumia e não estava mais lá.

Como pode uma pessoa ser tão presente e tão ausente ao mesmo tempo? Às vezes você era assim, às vezes eu também.

Eu acredito que sonhos tem significado. Não místico, mas psicológico. São uma mistura de lembranças, medos, esperanças e várias outras coisas. São quimeras. Uma criatura que parece não ter sentido algum, mas que se você prestar atenção, vai encontrar algum significado por trás dela.

Resumindo, uma parte de mim ainda te quer, mas tem medo e rancor. Outra parte, luta pra se desprender disso tudo. Mas no fundo eu ainda te amo. Só... tem sido difícil conciliar esse amor com todo o resto...

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