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Mostrando postagens de Junho, 2015

A Folga do Bibliotecário

Aviso, ainda não reli para consertar erros nesse texto. Obrigado pela atenção.
 Todos os dias o bibliotecário checava a biblioteca, mesmo que só por alto. Analisava a estrutura, verificava se não deixara nenhuma porta aberta, abria um pouco as janelas... Mas até mesmo um bibliotecário precisa de férias.
 A biblioteca estava vazia, os ajudantes foram dispensados, as alas todas devidamente trancadas, as janelas estavam até barricadas, afinal, aquela não era uma biblioteca qualquer... Mas nenhuma tranca, fechadura ou barricada importava para ele, pois ele conhecia passagens secretas.

Reconciliação

Foi numa tarde qualquer que o Lobo e o Tolo se reencontraram. O Tolo estava jogado em seu canto tristonho, cabisbaixo. O Lobo de passagem o viu e se aproximou sem se deixar ser percebido, pegando o Tolo desprevenido.
- Como vai velho amigo? Parece triste, o que tem acontecido em sua vida?
 O Tolo num salto malabarístico espalhafatosamente espantado se alegrou no seguinte instante em que reconheceu quem veio lhe assustar.

Ensaio sobre a loucura...

… sim, eu sei, o título é pretensioso, mas hoje minha pretensiosidade está nas alturas, então.
 O que eu queria mesmo era escrever um longo texto explicando por que eu me sinto “atraído” pela loucura. Mas vou resumir por que não estou conseguindo colocar os pensamentos na ordem que quero.

O Livro Perdido

Quantos livros será que existem nessa biblioteca? Quantos deles foram arremessados sem piedade a ponto de quebrar janelas? Quanto tempo levara para reorganizar o caos desorganizado por outro caos? Onde foram os ajudantes inquietos, afinal?
 Tudo ficara mais fácil depois que reencontrara a mais nova aquisição caótica das estantes apaixonadas. Era um livro arisco e traiçoeiro, porém belo, cheio de vida e desejos, que tinha a capacidade de trocar títulos, bagunçar estantes e substituir textos. O maior problema era que o livro ainda não estava terminado. Quanto mais palavras eram adicionadas, mais sua temática se desorientava e ainda mais tudo ficava bagunçado.

Exclamação

Para alguém...
 Você pode até ter esquecido, mas eu não esqueci. A pessoa que você era sempre estará dentro de ti. Você só está perdida nos labirintos que a vida cria dentro das nossas vidas... mas não se preocupe, você vai se encontrar, tenho certeza que vai e quando chegar lá, também vai se espantar com a pessoa que se tornou.

 Não fique tanto olhando para o passado, o que foi não volta, isso é fato. Você precisa apenas de foco. Não tente ser o que já foi, mas se redefinir no que quer ser, com base no que ama, sempre amou e sempre amará. Não force, apenas sinta. Pegue do passado o que sabe que vale a pena e viva. Modele-se, tranforme-se, reviva! Deixe essa chama escondida arder novamente pouco a pouco, mas de uma forma diferente!

 E quando te reecontrar formemos um novo mundo espelhado pelos nossos novos eus onde aqueles que nos vejam vão se orgulhar, e querer participar. Não se afliga, apenas viva, reviva e deixe o passado pra lá... :)

Azul

Eu queria escrever um poema... mas nem sempre a gente tem aquilo que a gente quer. O poema seria sobre como eu amo a cor, ou melhor, como ela sozinha consegue representar incontáveis etapas da minha vida. Da tristeza à paixão, da calma à raiva, do controle à impulsividade.

 Mas eu não sei mais fazer poesias. Eu nunca soube de fato, mesmo assim sempre tentei e até consegui fazer uma obra prima e algumas outras que quebram galhos. Só que quanto mais o tempo passa, menos eu sei lidar com elas. Menos eu sei lidar com nada. Ou tudo. Sei lá.

 A vida é estranha. Você pode ter o dia mais triste da sua vida seguido pelo dia mais feliz da sua vida, e vice-versa. Pessoas acreditam em Deus, destino, sorte e outras coisas. Eu acredito no caos, por que ele é o único que rege nossas vidas. "O deslocamento do ar causado pelo bater da asa de uma borboleta pode, do outro lado do mundo, virar um furacão."

 E a vida é isso. Dias de borboletas e dias de furacões.

 Onde a cor azul entra nisso? S…

Palavras Quebradas

Incontáveis pensamentos tempestam minha mente e não consigo por ordem nessa casa de insanidades depravadas. O sono me prega peças. Morro de sono, até cochilo, mas não consigo dormir. Os pensamentos são mais fortes e ainda conseguem me manter ativo, mas cada linha digitada é um novo flash dos meus olhos querendo aposentar logo esse dia preparando o corpo e a mente para o dia de amanhã.

 Eu não sei nem o que escrever agora. Milhares de ideias se passam, mas o sono anuvia a todas. Eu esqueci quem eu era. Eu esqueci da criatura multiforme e instável que habitava essa carcaça antes de um mísero foco de falsa-esperança, agora tenho que reaprender a viver com meus eus soterrados por outros eus que eu sem querer havia criado.

 Tudo gira sob o efeito do maligno morpheu, enquanto milhões de por ques irracionais pipoqueiam quase para fora da caixola num ritmo sem ritmo de música desmelodiosa. A biblioteca se tornou tão caótica que os livros voam por toda ela, passando entre as alas sem exitar p…