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Mostrando postagens de Dezembro, 2016
Eu sou livre? Dizem que sou. Dizem que todos somos. Então por que não me sinto livre?

Me sinto preso às necessidades, não da vida, mas da sociedade. É necessário que eu trabalhe, estude, pague contas, etc. Onde está a liberdade se no fim todos os atos feitos por vontade própria são, no fim das contas, limitados pelas regras da sociedade? Me soa uma liberdade falsa e fútil.

Quero fugir, correr, ariscar, não ter medo de consequencias. Na verdade eu posso fazer isso tudo, mas a sociedade me fez impor travas na minha cabeça. Não posso fazer nada disso pois haverão consequencias, e existem pessoas que dependem de mim.

Talvez eu deva apenas mandar todos se foderem. Quem sabe?

Bom, vá se foder então você que está lendo isso. E que eu me foda pra você também. Sejamos todos livres e que o resto do mundo se foda.

À Sete Chaves

Quanto tempo havia passado? Quantos livros perdidos havia adquirido? Quantas histórias novas de antigos livros não terminados ainda não havia transcrito? Quantos quantos?
Pegou a chave do bolso, velha, com leves princípios de ferrugem e colocou na fechadura com alguma dificuldade. Girou com força e abriu a porta, o cheiro de mofo exalou num expirar forte e cansado.
Haviam inúmeros livros espalhados no chão. Logo percebeu que muitos nem eram próprios da primeira ala - e por um instante se deu conta de que nem lembrava mais quais eram as alas que vinham em seguida, mas isso realmente não importava.
Deu um suspiro cansado enquanto se lembrava do Tolo. Sorriu, a princípio suave, mas que tentou aos poucos tomar conta de sua boca numa enorme gargalhada. Levou a mão na boca contento o sorriso e balançou a cabeça. Precisava arrumar aquilo… Não. Precisava antes de tudo fazer o que realmente veio fazer.
Ignorou o quanto pode a organização do Tolo passando pela ala das janelas abertas e brisa, …