A Tulipa

Ao observar uma flor -
tulipa amarela, muito bela -
um jovem pensa e revela
todas suas faces secretas.

“Ignorando o ditado,
com essa flor eu bateria
numa mulher - pura esquizofrenia!
Preferia comê-la com aspargos.”
Proclama a máscara do palhaço.

“Queria ser como a abelha
que voa de flor em flor.
Experimenta cada aroma e pólen
sem nenhuma vergonha ou pudor.”
O manipulador sussurra inquieto.

“Cultivá-la ou arrancá-la;
controlar morte e vida.
Brincar de Deus
com uma tulipa.”
Diz secamente o anjo caído.

“Queria ser como ela
possuidora de belas pétalas simétricas,
mas sou um trevo quimérico:
quatro folhas incertas,
difusas e transgênicas.”
O jovem pensa sem vida.
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Mais uma do meu acervo antigo pessoal. Depois de um comentário que escrevi no blog da Cris a uns dias atrás lembrei dessa poesia.

PS: Acho que estou que estou com dor de garganta. Na verdade eu estou com uma certa dor de garganta, mas não sei se é dor de garganta mesmo ou se é só "dor de garganta"... se é que vocês entenderam...

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