Poesia Inacabada

Após a Hora Zero

Sobre passos frenéticos e incógnitos,
Eternos vagares sob a luz do luar,
A madrugada se abre e desaflora
Para quem a queira deslumbrar.

O silêncio prevalece nas ruas frias,
Sussurros carentes do amigo vento,
Uivos de casais apaixonados
Mal podem ser ouvidos nesse alento

Gatos fuçam lixos como cães.
Cães dormem em esquinas abandonadas,
*Pardais mortos em ninhos vivos
*De penas multilaceradas

A cada metro avançado
Uma nova solidão é descoberta
Na vida sem vida da madrugada,
Dama pura de tão deserta

Almas penadas que se cruzam
De imediato ignoram
Presenças que não sejam suas;
Esgueiram-se rápido em qualquer rua...

Com sua graça de eterna apaixonada
Preenche vidas, corrói almas
Destrói qualquer barulho ou ruído
*Com sua essência desgraçada
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Quando comecei essa poesia, pretendia fazer uma poesia com mesmo número de versos da "Violões que Choram" (que muito amo!) de Cruz e Souza, porém com temática voltada para a madrugada.

Apesar de eu ter tremendas inspirações sobre madrugada (já que passei boa parte da minha vida vagando entre as ruas de minha cidade com ela) não sei explicar por que, mas não consegui sair do último verso... Talvez a própria poesia tenha se terminado por si só... E também terminado com meu objetivo de uma "réplica" da poesia do Cruz e Souza (talvez a poesia dedele que não possa ser "replicada").

Enfim, está bom como está.

*os versos ressaltados com asterísticos estavam assim por que eu pretendia mudá-los para que se encaixassem melhor na poesia, mas pelo mesmo motivo que não pudê terminá-la, também não pude alterá-los (às vezes não consigo domar a inspiração e às vezes é ela quem me doma)...

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