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Valsa Quimérica

 Hoje eu acordei feliz, tive um sonho bom. Um desses sonhos que você nem sabe se você é você, sabe? Mas no fundo, até que sabe.  Eu não estava sozinha. Tinha alguém ali comigo, me abraçando de um modo carinhoso. Sem apertar, mas sem deixar soltar. De um jeito que nem queria que soltasse mesmo. Não conseguia ver o rosto dele, mas não importava...  Ele se preocupava, coma  situação, com o abraço, como se fosse algo proibido, mas eu o acalmava, dizia que era só um abraço, não estávamos fazendo nada de mais. Falava pra ele esquecer o resto e se deixar levar só um pouco por aquele momento, mesmo que logo acabasse.  Não tinha reparado, mas estávamos dançando. A quanto tempo seŕa que estávamos? Nem tinha música, mas não era estranho. Era tão natural quanto respirar. Cada movimento, cada passo, cada gesto, tudo encaminhando como o enredo de um livro. Tudo à seu tempo certo.  De repente uma lágrima. Ele queria, mas não podia, isso o magoava, mas eu ...

Resolução

 Após ler as últimas palavras, fechou o livro sem nem procurar um posfácio. Estranhas sensações invadiram seu coração dividindo-o pedaço por pedaço. Olhou para o céu vendo folhas sendo carragadas, refletindo a morte de personagens queridos e a vida que lhe foi destinada.

Os Cantos das Encruzilhadas

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 Era um dia chato para ela, nem triste nem feliz, só chato mesmo. Estava meio cansada das coisas da vida, dos problemas e incertezas da vida.  - Em cada canto uma encruzilhada. Haja cabeça pra aguentar!

Relatos do Vento - O Abraço

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Nome: Sara Luana Giacomini Idade quando quando evento foi presenciado: 18  Acho que o nome dele era Fulssir, não tenho certeza por que nunca peguei grande intimidade com ele, um dos meus amigos (que era praticamente o único que conversava com ele) que falava dele pra gente. Ele era bem estranho, sempre ficava um pouco mais excluído que os outros e sempre quieto, muito quieto. Quando alguém tentava puxar assunto ou perguntava algo ele respondia nunca olhando a pessoa nos olhos, no máximo de relance, e isso quando respondia.

Juvia (Rascunho)

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 (Enfim, só um esboço bem resumido, a história original tem muito mais coisas... talvez eu faça disso um livro.)  O fogo azul tremeluzia em meio aos galhos e a menina se aquecia nele. O fogo estava fraco e devorava os últimos vestígios da madeira que ainda havia para ser devorada.

Pequeno Desejo

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 Debruçado em sua janela de madrugada ele inspira apenas um desejo que sabe que não será realizado.  Ao fechar os olhos sente a brisa tocar seu rosto e a sorve com sua alma despida, agora ele é quem esconde da vida. Com os cotovelos apoiados na janela ele junta as mãos frente à boca e começa a expirar de leve seu hálito como se quisesse aquecê-las, em meio a esse esse ato de expirar ele move seus lábios num sussurro sem voz visando modelar o ar que sai de seus pulmões... "Que ela sonhe comigo..."

O saboroso despertar da Chuva...

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 Ainda não tinha acabado de chover e ela já estava a caminhar fora de casa como se o dia fosse o mais belo dos belos. Os céus ainda estavam escuros, o anoitecer estava solitário e frio, mas ela gostava daquela penumbra, daquele ar puro de tão gelado.  As ruas jaziam quase desertas porque muitos se abrigaram e mesmo aqueles que tinham pressa também tinham medo daqueles finos líquidos que os acertavam como micro-estacas... Mas não ela.  A chuva apenas servia para lavar sua alma, fazê-la renascer como um ser mais perfeito do que já era. Sua vida não se iniciava, nem terminava. Recomeçava.

Estranho Amor

(Baseado em fatos surreais...) Ele amava a chuva. Ninguém compreendia como ou por que, mas ninguém precisava. Ele apenas a amava e era isso. Mesmo antes de começar a cair a primeira gota ele já estava lá fora esperando por ela. Quando começava a chover ele a sentia por completo, deixava ela percorrer todo seu corpo e suas roupas. Sentia-a atravessar cada brecha entre as linhas do tecido pra sentir seu corpo e sorvia cada gota que umedecia seus lábios, não a bebendo, mas a beijando. "Insano!"; todos diziam. "Vai pegar uma pneumonia!"; insistiam, mas ele não se importava, sabia que sua amada nenhum mal nunca lhe causaria. Queria apenas amá-la e amá-la. Senti-la e depois correr com ela pelas ruas da vida... E ele corria! como se tentasse agarra-la mais do que já fazia. E agarrava, mas ninguém percebia. Uma vez lhe perguntaram: "Como pode você amar a chuva?" E ele respondeu com um sorriso: "Por que eu sou o vento..." O tempo passou, a vida...

Resposta

Ele estava sozinho e fazia tempos que não ficava sozinho em casa. Não era por que ninguém o deixava em paz, mas por que ele não gostava de ficar em paz. No passado era um depressivo solitário, mas conseguira superar a dor da solidão com o amor familiar. Casara com uma linda mulher e tinha bons filhos, davam problemas de vez em quando como qualquer bom filho, mas eram sua alegria sempre. Os amava acima de tudo e cada um na família a complementava. Também teve a sorte de poucos e conseguira casar com o amor de sua vida. Sua mulher havia conseguido um emprego recentemente e com seus filhos agora mais velhos e estudando em tempo integral, alguns horários durante a noite ele ficaria sozinho. Ficava perguntando se iria ter que combater seus demônios como antigamente, se eles voltariam a lhe atormentar e se aquilo definharia de novo sua vida. Agora se olhava frente a um espelho, nos próprios olhos, e sentia suas velhas amigas vindo lhe atormentar. No reflexo de suas próprias pupilas ele começ...

O Dilema da Esfinge

Ele seguia seu caminho com tranquilidade, olhando sempre pra frente e visando seu objetivo. Ao atravessar a última passagem das ruínas chegara numa ampla sala, lá estava seu último desafio para aquela jornada. "Uma mulher... Por que a mulher instiga esse medo tão excitante?"; ele pensara? Talvez tenha sido algum de seus muitos fantasmas. O torso feminino e curvilíneo era bem definido, as patas bestiais no lugar das mãos (que possuíam polegares opositores) e pés davam um ar ferino único, o cabelo volumoso ao mesmo tempo que sedoso (quase uma enorme juba onipotente) apenas a deixava mais sensual. Seus olhares demonstravam inquietação repentina e o leve balançar da calda confirmava isso. Estava deitada e a pouco dormia, a tempos não recebia uma visita. Ergueu-se num espreguiço de quatro patas e bocejou um ronronar tranquilo. Sentou e sussurou para o jovem invasor: - Decifra-me ou devoro-te... O explorador apenas continuou seu caminho, pareceu nem ter a visto e sussurrou quase da...