“Eu sou um péssimo filho”. Foi a conclusão em que cheguei hoje de por que eu sou do jeito que eu sou.

Antes de tudo, eu sou uma pessoa extremamente sensível. Talvez por isso eu consiga escrever tantas coisas. É um exercício difícil pra mim colocar razão acima da emoção, na maioria das vezes consigo, mas com grande esforço.

O pensamento pertinente sobre eu ser um péssimo filho provavelmente vem de uma lembrança forte que minha cabeça vive tentando ignorar. Os pormenores não são importantes, mas posso resumir que eu decepcionei meu pai de uma forma que ele não me bateu, ele só olhou pra mim e disse o quando estava decepcionado comigo. Disse com vontade, o quando eu o tinha humilhado.

A partir desse ponto eu resolvi dedicar minha vida a fazer meu pai ter orgulho de mim. Eu me esforçaria para ser o melhor que eu poderia ser. Faria de tudo pra que meu pai falasse de peito estufado e sorriso no rosto “Esse é meu filho”. Então ele teve câncer. Resumindo, ele operou, o tumor removido, mas ele teve um derrame.

Depois do derrame, meu pai se tornou… “sincero”. Ele perdeu grande parte do movimento de metade do corpo e também se tornou muito mais “desinibido”. Falava o que via na cabeça. Apesar disso você conseguia enxergar clareza nas palavras dele. Ele só era mais guiado pela emoção do que pela razão. Muito mais.

Ele nunca me tratou mal, mas quando ele falava comigo ou de mim eu sentia a decepção por trás das palavras. Eu também sentia que ele me amava, se preocupava e que ainda esperava que eu me tornasse uma pessoa melhor, mas no fundo estava lá a decepção. Como se apesar de todas as esperanças, no fundo ele aceitasse

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