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Mostrando postagens de Abril, 2017
“Eu sou um péssimo filho”. Foi a conclusão em que cheguei hoje de por que eu sou do jeito que eu sou.
Antes de tudo, eu sou uma pessoa extremamente sensível. Talvez por isso eu consiga escrever tantas coisas. É um exercício difícil pra mim colocar razão acima da emoção, na maioria das vezes consigo, mas com grande esforço.
O pensamento pertinente sobre eu ser um péssimo filho provavelmente vem de uma lembrança forte que minha cabeça vive tentando ignorar. Os pormenores não são importantes, mas posso resumir que eu decepcionei meu pai de uma forma que ele não me bateu, ele só olhou pra mim e disse o quando estava decepcionado comigo. Disse com vontade, o quando eu o tinha humilhado.
A partir desse ponto eu resolvi dedicar minha vida a fazer meu pai ter orgulho de mim. Eu me esforçaria para ser o melhor que eu poderia ser. Faria de tudo pra que meu pai falasse de peito estufado e sorriso no rosto “Esse é meu filho”. Então ele teve câncer. Resumindo, ele operou, o tumor removido, mas el…
Faz muito tempo que não escrevo uma crônica. Talvez meus pensamentos tenham ficado menos crônicos... Na verdade eu quem nunca gostei muito das minhas crônicas. Sempre evitei escrevê-las. Crônicas são mais pessoais e eu sempre tentei afastar minha persona dos meus textos o quanto pude. Dessa vez não posso fazer isso.
Várias coisas aconteceram que não deixam minha cabeça relaxar para que eu consiga abstrair o que eu sinto num conto que não tenha relação comigo. Não gosto de me expor, por isso pego o que sinto, reinterpreto, crio situações com sentindo similar a ponto do leitor sentir o que eu sinto, mas sem saber o que eu passo e ponho no papel. Quem me conhece de verdade sabe “me ler” nos meus contos, quem me conhece “por alto” nem faz ideia do que eu realmente passei para criar meus escritos. O contexto sempre é completamente diferente.
Também não gosto de escrever crônicas por que me perco com facilidade em pensamentos. Com contos eu crio um roteiro e consigo segui-lo com facilidade…