recaída

Sem ânimo pra nada.

Sábado tem acampamento em Sana com trilha de nível médio e final pesado. Estou fora de forma. Não que eu realmente tivesse uma, mas as constantes trilhas me deram mais fôlego e disposição pra atividades físicas. Andei parado de trilhas, tem sido difícil. Muito desânimo, como falei no começo do texto. Pensando em desistir de ir em Sana no final de semana.

Desempregado. Preciso falar que não tenho ânimo pra colocar mais dúzias de currículos sem ter resultado?

Eu tenho filhos. Droga, eu tenho a porra de dois filhos pra criar e não consigo arrumar ânimo nem pra levantar e pegar um copo d'água.

Eu comprei uma faca. Grande, lâmina de 18cm (acho que não posso sair com ela na rua nem na mochila pelo tamanho). Comprei pras trilhas, facilita e tudo, mais portátil que facão. Não devia ter comprado essa merda. As vezes apenas fico pensando em enfiar ela na minha garganta. Mas não vou. Não posso. Eu tenho dois filhos.

Também tenho família e a mim mesmo.

Só é difícil ver tudo que você tenta construir ser destruído com tanta facilidade. Apenas imagine a criança que constrói meticulosamente o castelo de areia pra que, antes mesmo de terminar, uma onda destruir o castelo. Agora multiplique a frustração da criança por trinta anos. É... É... Trinta. T R I N T A

Vamos esquecer números, eles estragam tudo. Enfim, se eu sou a criança, e o castelo minha vida, ou melhor, meus objetivos, o que seria a onda? A vida? Sociedade? Eu mesmo? As vezes eu acho que sou ambos, ou tudo. A criança, o castelo e a onda. A criança constrói, a onda vem, o castelo desaba. Eu construo, eu destruo, eu desabo...

Por que eu to chorando? Que pergunta idiota. Aliás, que texto idiota. Eu só quero atenção, compreensão e um abraço apertado. Por isso que eu odeio crônicas. Não passam de desabafos desesperados, mesmo que bem disfarçados por trás de um ou outro ideal futil.

Enfim, até

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