Palavras Quebradas

 Incontáveis pensamentos tempestam minha mente e não consigo por ordem nessa casa de insanidades depravadas. O sono me prega peças. Morro de sono, até cochilo, mas não consigo dormir. Os pensamentos são mais fortes e ainda conseguem me manter ativo, mas cada linha digitada é um novo flash dos meus olhos querendo aposentar logo esse dia preparando o corpo e a mente para o dia de amanhã.

 Eu não sei nem o que escrever agora. Milhares de ideias se passam, mas o sono anuvia a todas. Eu esqueci quem eu era. Eu esqueci da criatura multiforme e instável que habitava essa carcaça antes de um mísero foco de falsa-esperança, agora tenho que reaprender a viver com meus eus soterrados por outros eus que eu sem querer havia criado.

 Tudo gira sob o efeito do maligno morpheu, enquanto milhões de por ques irracionais pipoqueiam quase para fora da caixola num ritmo sem ritmo de música desmelodiosa. A biblioteca se tornou tão caótica que os livros voam por toda ela, passando entre as alas sem exitar procurando seu lugar sem saber onde se encaixar. Enquanto isso o bibliotecário perdido tenta encaixar os livros onde acha que lembra que estão suas respectivas estantes. Isso tudo ainda procurando o livro perdido que pode terminar toda a confusão e que também o iniciou.

 "Uma resposta simples. Estou certo que é a coisa mais idiota do mundo.", mas ele não faz ideia de onde começar. Com isso não faz ideia nem de quando a reforma e reorganização vão terminar. Só espera que seja logo, para tentar compensar aquilo que foi perdido e que não se pode retomar...

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